El cumpleaños número cuarenta de la democracia argentina coincidió con un cataclismo político-institucional de proporciones aún desconocidas, paradójicamente convalidado por el ejercicio incontestable de la misma democracia. En este contexto crítico, el trigésimo aniversario de la reforma constitucional nos invita a un balance dentro del balance, cuyos matices, creemos, vale la pena explorar. El monográfico que presentamos acoge ese espíritu: una relectura de aquel momento constitucional de 1994 capaz de horadar sentidos cristalizados, teleologías más o menos desembozadas o, a la inversa, evocaciones nostálgicas y festejos grises de una época de grandes consensos, pactos y acuerdos, hoy tan imposibles como necesarios.
The fortieth anniversary of Argentine democracy coincided with a political-institutional cataclysm of still unknown proportions, paradoxically validated by the unquestionable exercise of democracy itself. In this critical context, the thirtieth anniversary of the constitutional reform invites us to a balance within the balance, whose nuances, we believe, are worth exploring. The dossier that we present embraces that spirit: a rereading of that constitutional moment of 1994, capable of piercing crystallized meanings, more or less veiled teleologies or, conversely, nostalgic evocations and gray celebrations of a time of great consensus, pacts and agreements, today as impossible as necessary.
O quadragésimo aniversário da democracia argentina coincidiu com um cataclismo político-institucional de proporções ainda desconhecidas, paradoxalmente validado pelo inquestionável exercício da própria democracia. Nesse contexto crítico, o trigésimo aniversário da reforma constitucional nos convida a um equilíbrio dentro do equilíbrio, cujas nuances, acreditamos, merecem ser exploradas. O dossiê que apresentamos abraça esse espírito: uma releitura daquele momento constitucional de 1994, capaz de desvendar significados cristalizados, teleologias mais ou menos veladas ou, inversamente, evocações nostálgicas e celebrações melancólicas de um tempo de grandes consensos, pactos e acordos, hoje tão impossíveis quanto necessários.