El objetivo de este artículo es proporcionar algunos conceptos básicos de macrofenomenología. Comenzaré con una exposición del término "macrofenómeno", su uso y significado en la tradición fenomenológica. Específicamente, me centraré en las conferencias y manuscritos de Merleau-Ponty de 1959 a 1960. Una vez establecido que el término ha tenido un significado para la tradición fenomenológica, me preguntaré qué es un macrofenómeno. Encontraré, apoyándome fuertemente en el difunto Merleau-Ponty, que son fenómenos globales, holísticos a gran escala, dotados de características distintivas. Continuaré afirmando que, dado que los macrofenómenos se entrelazan con los microfenómenos en relaciones verticales y reversibles, la macrofenomenología no es lo opuesto, sino simplemente la otra cara, el reverso, de la microfenomenología. Luego describiré brevemente algunos temas centrales de la nueva ontología que Merleau-Ponty proporciona como marco para comprender los macrofenómenos. Me centraré en las nociones clave del Ser vertical y de las cosas emergentes. A continuación, seguiré un ejemplo que Merleau-Ponty toma prestado de Durkheim y luego añadiré otro que tomo de Garfinkel. Para terminar, resumiré las características más destacadas de los macrofenómenos.
The aim of this paper is to provide some basic concepts in macrophenomenology. I will start with an exposition of the word “macrophenomenon,” its use and meaning in the phenomenological tradition. Specifically, I will focus on Merleau-Ponty’s lectures and manuscripts from 1959 to 1960. Once it is established that the word has had a meaning for the phenomenological tradition, I will ask what a macrophenomenon is. I will find, heavily relying on the late Merleau-Ponty, that they are global, holistic large-scale phenomena, endowed with distinctive features. I will continue claiming that, since macrophenomena are intertwined with microphenomena in vertical and reversible relations, macrophenomenology is not the opposite but just the other side, the reverse, of micropohenomenology. Then I will briefly describe some central issues of the new ontology that Merleau-Ponty provides as a framework for understanding macrophenomena. I will focus on the key notions of the vertical Being and of emergent things. Next, I will follow an example that Merleau-Ponty borrows from Durkheim, and then add another one which I take from Garfinkel. I will end by summarizing the salient features of macrophenomena.
O objetivo deste artigo é apresentar alguns conceitos básicos em macrofenomenologia. Começarei com uma exposição do termo “macrofenômeno”, seu uso e significado na tradição fenomenológica. Especificamente, focarei nas palestras e manuscritos de Merleau-Ponty de 1959 a 1960. Uma vez estabelecido que o termo possui um significado para a tradição fenomenológica, questionarei o que é um macrofenômeno. Descobrirei, baseando-me fortemente no Merleau-Ponty da fase final, que se tratam de fenômenos globais, holísticos e de grande escala, dotados de características distintivas. Argumentarei ainda que, como os macrofenômenos estão interligados aos microfenômenos em relações verticais e reversíveis, a macrofenomenologia não é o oposto, mas sim o outro lado, o inverso, da microfenomenologia. Em seguida, descreverei brevemente algumas questões centrais da nova ontologia que Merleau-Ponty propõe como estrutura para a compreensão dos macrofenômenos. Vou me concentrar nas noções-chave do Ser vertical e das coisas emergentes. Em seguida, seguirei um exemplo que Merleau-Ponty toma emprestado de Durkheim e, depois, acrescentarei outro que extraio de Garfinkel. Terminarei resumindo as características salientes dos macrofenômenos.